MANIFESTO DA DIRECÇÃO: Este blogue “www.sortesdegaiola.blogspot.com”, tem como objectivo primordial só noticiar, criticar ou elogiar, as situações que mais se distingam em corridas, ou os factos verdadeiramente importantes que digam respeito ao mundo dos toiros e do toureio, dos cavalos e da equitação, com total e absoluta liberdade de imprensa dos nossos amigos cronistas colaboradores.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Marcos Bastinhas e Dália Madruga na CARAS...



A revista "Caras" publicou uma reportagem com Dália Madruga e Marcos Tenorio Bastinhas.
Acompanhados pelos filhos, João e Clara, o casal falou da família e da vivência em comum.
 Um dilatado e interessante trabalho com o casal, tendo como mote:"O refugio de Dália Madruga e Marcos Tenorio Bastinhas".




Fotos:Manuel Ribeiro

Eu vou á Moita, tenho que ir sabado e domingo...

A Moita do Ribatejo é para mim uma terra mítica. Ali se vive a aficcion como em nenhum lado, e penso que para esta minha paixão Moitense nasceu, quando assisti pela primeira vez á procissão de Nª. Srª da boa Viagem, onde a crença se mescla com o profano, numa enxurrada de sentimentos que toca até, os que não acreditam...

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Ao meu amigo J. Manuel Pires da Costa...


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Zé Manel :

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Ao ler a história do teu grupo, que eu já conhecia, não posso deixar de te prestar a minha homenagem, ao homem ao aficionado e ao Português de lei.

Ser saneado em 1974 foi comum a muita gente, mas reagir como tu o fizeste, seguindo em frente com um projecto, quando o seres jovem indicava como o mais provável a acomodação, retrata a tua postura perante ideais, tradições e valores.
Como singela homenagem, publico de seguida o que de ti escrevi "P'Ra que a terra não esqueça..."


Caro amigo Zé Manel :

Zé Manel fez à poucas semanas 1 ano, que me convidaste para jantar com a intenção nítida mas não declarada de dizeres presente, em determinada fase da minha vida.
Registei a descrição, engoli em seco mais esta prova de amizade, e meditei sobre o que foste e o que representas no mundo, concluindo que por serem poucos os que te conhecem bem, poucos são aqueles que te dão o devido valor, porque também são poucos os que estão habilitados a conduzir á velocidade de ponta da tua forma de viver.
Nem eu precisava que me oferecesses aquele jantar, nem tu da carta que te escrevi, para provarmos a amizade que nos une e nos distingue, num mundo em que certos valores são o que são e em que a palavra amizade é amiúde tão maltratada.
Pela nossa amizade sagrada aqui vai outra carta com a espinhosa missão de te retratar “para que a terra não esqueça”.
Tu és dos poucos que restam que usam o humor como hábito de vida e prevenção contra o stress e enfermidades dele resultante num registo de amizade-versus- religião.
Poucos como tu são capazes de fazer praticamente a mesma vida com ou sem dinheiro .
Poucos como tu viveram o que tu viveste, e têm amigos em todos os países do mundo taurino.
Foste trampolim social p’ra uns tantos, que julgando depois navegar á bolina, mais não fizeram que pequenos percursos entre a bandeirola de grandes mas pobres vaidades e a bandeirola da tacanhez parola  (colocada a curta distância da anterior).
Salta á vista de toda a gente, teres dado a mão a qualquer que se abeirasse de ti, mas tristemente chego á conclusão que o feed-back desse teu altruísmo foi por vezes ténue ou mesmo praticamente sumido, acabando mesmo em alguns casos por se traduzir em traição e vil, recebendo de ti um sentimento de compaixão, quando na maioria dos casos o mínimo que se esperaria era desprezo quando não ódio.
È dos livros: são muito piores os traidores do que os inimigos declarados ou os que nos enfrentam de cara a cara!!! Esses podem ter dignidade… os outros nem por isso…
  No mundo da forcadagem pontificaste ombreando com os bons da tua época e não só.
Formaste um grupo de Forcados aos 23 anos, dando-lhe personalidade prestígio e mística, encarnando a cisão do outro grupo da tua terra onde te fardaste e chegaste a pegar 7 toiros em dois anos.
A própria cisão que não discuto e por isso não estou de acordo nem contra, foi á época resultante de questões políticas quando infelizmente a coisa política se imiscuiu em todas as actividades, e o mundo do toiro não foi excepção. Não hesitaste, como sempre tomaste uma posição, certa ou errada não interessa, que por sinal não era a mais fácil, marcando deste modo uma posição como homem inteiro e esclarecido em defesa da tua verdade que sempre procuras na causa das coisas ( continuo a dizer que não sei nem quero saber de que lado esteve a razão).
Pegaste ao todo na tua vida 74 toiros sendo o último aos 52 anos no festival de despedida de José Maldonado Cortes.
O teu grupo contigo pegou em Espanha (Valência Fallas, Barcelona e glória suprema em Madrid),  França (Nimes, Arles etc.).
Acompanhaste o grupo que fundaste a México, Venezuela, Macau, Grécia Califórnia numa verdadeira orgia de aficcion e orgulho naquilo que criaste.
Percorrendo o teu ecletismo passa-se pelo Rugby e paramos no cinema.
Muitos não sabem ou já não se lembram da tua participação no filme de Manuel de Oliveira “Non ou a vâ  Glória de Mandar” onde encarnaste a personagem do “Decepado” na batalha de “Toro” e de comandante das tropas a cavalo na batalha de Alcácer Quibir, acabando as filmagens contigo na Guiné e no Senegal.
Mas há mais:
Toureaste a cavalo mal ou bem não interessa, tocas viola, cantas fado, sabes montar a cavalo, sabes o que é um toiro a bater, sabes do toiro e do cavalo e aproveitas sempre do tudo e do nada para aprenderes, és vara séria nas largadas e no campo quer se trate de derribar ou ajudar num enjaulamento e do nada descobres o que é bom.
Socialmente;
Quando queres arrasas com críticas mordazes ou mesmo assassinas, embebedaste quando te dá gozo mas nunca por obrigação, aprecias reservas ou vinho do ano, com largos anos de prática ainda só sabes pedir wiskie novo, velho ou Martin’s,  és pivot de conversas de salão, és a alegria de qualquer festa, não falas de marisco com um brilhozinho nos olhos, és o reboliço da tasca e do cabaret, sabes o que é cultura num país inculto e num meio particularmente avesso  ás coisas dum certo saber que emana da leitura e do pensamento, tens amigos á séria, foste amigo do Bacatum, não usas meias brancas, quando assumiste o verde seco como cor da moda de inspiração campestre, ainda a maioria jazia nos jeans e no blusão de cabedal, não dizes prontos nem obrigados, és Senhor por inerência, tens um curso superior duma Universidade clássica, tens de antanho uma história que vais enriquecer, e sabes pisar num salão e calcorrear as vielas dessas Lisboa e Sevilha que amamos.
A quando da resolução dos problemas criados pela reforma agrária, aí apareceste tu de valentia de baixo do braço, e com uma mochila carregada de generosidade  e patriotismo, dizendo presente onde muitos tendo interesses a defender, não apareceram  e sabemos bem de outros que fugiram.
Em função do que escrevi até aqui, muitos tentam ser como tu, mas muitos mais, não o tentando por manifesto reconhecimento das suas limitações, lá no fundo gostavam de ser um Zé Manel ainda que em plástico…
Olhando p’ra trás vemos com facilidade as razões que levam a que sejas invulgarmente invejado!!!
John Karlzen dizia : “A inveja vem do abismo entre a vontade e a capacidade de poder ser”.

Quis a sorte que me tocasse um amigo assim, mas já a sorte não quis dar-me o talento para que melhor te retratasse, legando ao que fostes e ao que és apenas este escrito, “P’ra que a terra não esqueça” .

História do AP. Moita que festeja domingo 40 anos...

Com a devida vénia publicamos a história do AP. Moita, que sacámos do site do Grupo...


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História do Grupo

O Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita surgiu devido a divergências no seio dos Amadores da Moita. José Manuel Pires da Costa, Eduardo Costa, João Campos “Bão”, António Saramago, António e Joaquim Dias, Manuel e Valentim Caturra, António Cruz, João Flores e Jacinto Neves “Padeiro”, deixaram os Amadores da Moita e fundaram o GFA Aposento da Moita. Pouco tempo depois, juntaram-se nomes como: António Cota, João Cabaço, Fernando Carvalho e Jesus Lourenço

Para cabo do grupo, foi nomeado José Manuel Pires da Costa. A sua estreia foi na tarde de 25 de Maio de 1975, na Praça de toiros Daniel do Nascimento, na Moita do Ribatejo.


Cartaz da corrida de fundação
Existia uma necessidade de manter vivo o sentimento que na altura parecia perder-se. A partir da data da sua fundação o grupo passou a actuar em várias praças, atingido rapidamente os primeiros lugares da forcadagem, competindo de igual para igual com os melhores grupos da época. 

Logo nesse ano realizaram 13 corridas, tendo-se apresentado no dia 19 de Junho, na Praça do Campo Pequeno em Lisboa, onde foram lidados toiros de Ortigão Costa. No seio do grupo o espírito de união entre os membros fez com que se pudessem ultrapassar até mesmo as suas capacidades naturais.

Em Nimes, na Feira de Pentecostes, numa das 5 corridas que aí realizou, o Aposento da Moita pegou 6 toiros de Guardiola Fontani, sendo que alguns desses toiros tinham já 6 anos. Esta foi sem sombra de dúvidas uma tarde para recordar e em que levaram bem alto o nome de Portugal. Por terras de Espanha registaram a sua presença em Madrid, na mais importante praça do Mundo, em 14 de Agosto de 1984, para no dia seguinte enfrentarem em Barcelona um curro de António Pérez de San Fernando. Voltaram a Madrid no dia 14 de Abril de 1985.


Desde a sua fundação, o Aposento da Moita tem pisado as mais importantes arenas mundiais, sendo estandarte da arte de pegar toiros. Além das arenas portuguesas, também Espanha, França, Grécia, Macau, Venezuela, Estados Unidos e México foram países onde este grupo mostrou a arte de pegar toiros.

O actual cabo do Aposento da Moita é José Pedro Pires da Costa, tendo sido antecedido por outros 5 cabos, foram estes: José Pires da Costa, Manuel Duque, João Simões, Hélder Queiroz e Tiago Ribeiro.

M. E. Cardoso - Manter é que é dificil...

Este extracto de um livro do Prof. Miguel Esteves Cardoso, fascinou-me, por isso o reproduzo com a davida vénia...

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Manter é mais importante que criar...


"A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar. 
Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade. 

É tão fácil ser rebelde. Pica tão bem ser irreverente. Criar é tão giro. As pessoas adoram um gozão, um malcriado, um aventureiro. É o que eu sou. Estas crónicas provam-no. Mas queria que mostrassem também que não é isso que eu prezo e que não é só isso que eu sou. 
Se eu fosse forte, seria um verdadeiro conservador. Mudar é um instinto animal. Conservar, porque vai contra a natureza, é que é humano. Gosto mais de quem desenterra do que de quem planta. Gosto mais do arqueólogo do que do arquitecto. Gosto de académicos, de coleccionadores, de bibliotecários, de antologistas, de jardineiros. 

Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela. 
Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar. "

Sabado e Domingo haverá toiros na MOITA...


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Será já no próximo dia 24 de maio, domingo, que a praça de touros Daniel do Nascimento na Moita do Ribatejo, receberá a tradicional corrida de touros da Feira de maio integrada nas comemorações do 40º aniversário do Grupo de Forcados do Aposento da Moita.
Em praça irão estar os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Rui Salvador, Sónia Matias, Marcos Bastinhas, Tiago Carreiras, João Maria Branco e Mara Pimenta.
Serão lidados touros de Ascensão Vas, que serão pegados pelos Forcados Amadores do Aposento da Moita.
No dia anterior, 23 de maio, terá lugar o festival da juventude em que atuarão os cavaleiros Francisco Núncio e Francisco Correia Lopes, bem como os novilheiros A. Medina Vasquez, Sérgio Gonçalves, Paula Santos e J.A. Suarez Marquez. Lidar-se-ão novilhos de várias ganadarias, estando as pegas a cargo do Aposento da Moita.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Domingoo na Moita....

Coudelaria Helena Nabeiro Tenório...

A primavera na Coudelaria "Helena Nabeiro Tenorio" sedeada na "Herdade de Belver".

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Fundada no ano de 2000, tendo como base um grupo de éguas de raça lusitana, procedentes das coudelarias “Sommer de Andrade”, “Ortigão Costa” e “Viscondessa dos Olivais”, Helena Nabeiro Tenório, viu realizar-se um sonho de á muito acalentava, dada a sua imensa afición ao cavalo. Sediada no “Monte de Belver”, na estrada que liga Elvas a Olivença, a coudelaria de Helena Nabeiro Tenório, que ostenta o ferro de seu sogro Sebastião Tenório, conta com um efectivo de dez éguas de ventre, na sua grande maioria ostentando já o ferro da casa. Os garanhões utilizados ao longo do tempo têm sido o “Queimadoro” ferro “Ortigão Costa” e o “Nilo” com ferro “Pinto Barreiros”, dois Puro-sangue Lusitanos, das quadras de toureio, respectivamente de Joaquim e Marcos Tenório Bastinhas. No tocante ao toureio, com o ferro desta coudelaria encontram-se já a tourear na quadra de Marcos Tenório Bastinhas o “Eneias e o “Faraó”, enquanto o Maestro Joaquim Bastinhas conta com o “Cartier” e o “Ellora”, todos eles “Puro-Sangue Lusitano”.

Devem acabar os concursos de ganadarias ???

Os prémios nas corridas, só dão barraca
A S. Campo pequeno teve razão...

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Já várias vezes me manifestei contra os prémios para a melhor pega e melhor lide.
Em Espanha e no México não há disto, em Portugal usa-se e abusa-se desses prémios.
Os concursos de ganadarias estiveram imunes a trapalhices, mas a partir de determinada altura, vulgarizaram-se e chegou-se a assistir a concursos que mais não eram que limpesza de corrais dos ganaderos.

Com a bronca de Évora ( o concurso mais antigo e prestigiado ), o tema dos concursos bateu no fundo...

Razão teve o Campo Pequeno ao acabar com prémios e com o concurso de ganadarias. Não foi por acaso...